Prévia do censo e tour de confinamento mostram evolução da eficiência produtiva da atividade e maior uso de tecnologia

Resultados preliminares indicam tendências ligadas à intensificação da produção, uso crescente de ferramentas digitais e busca por maior rentabilidade no confinamento

Mylene Abud

Resultados do Tour de Confinamento 2025, anunciados em junho deste ano, e da primeira rodada do Censo de Confinamento 2026 indicam que a atividade continua avançando em direção a modelos cada vez mais orientados por dados, eficiência operacional e rentabilidade.

Segundo a prévia do Censo de Confinamento 2026, realizada com apoio de mais de mil técnicos e parceiros de campo, o Brasil deve atingir um novo patamar na pecuária intensiva, com cerca de 9,78 milhões de cabeças de gado neste ano. O resultado representa um aumento de 5,7% em relação ao volume consolidado de 2025, que registrou 9,25 milhões de cabeças confinadas.

Entre os estados com maior volume de animais confinados estão Mato Grosso, com 2,4 milhões de cabeças (aumento de 7,7%); São Paulo, com 1,4 milhão (crescimento de 4,9%); Goiás, com 1,4 milhão (incremento de 2,0%); Mato Grosso do Sul, com 900 mil (acréscimo de 5,2%); e Minas Gerais, com 800 mil (aumento de 7,9%). Juntos, esses cinco estados representam aproximadamente 70,6% do total estimado para o país, evidenciando sua relevância para a pecuária intensiva brasileira.

Os resultados preliminares do Censo e do Tour reforçam uma tendência observada nos últimos anos: a busca crescente por sistemas capazes de combinar produtividade, sustentabilidade e rentabilidade. Mais do que ampliar volumes, a evolução da atividade passa por decisões fundamentadas em tecnologia, gestão e ciência aplicada ao campo.

“O futuro da pecuária não será definido apenas por produzir mais, mas por produzir melhor. A combinação entre ciência, tecnologia e gestão será determinante para tornar o setor mais eficiente, sustentável e competitivo nos próximos anos”, observa Luiz Fernando Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal para a América Latina da dsm-firmenich.

TOUR DE CONFINAMENTO REFORÇA GANHOS EM DESEMPENHO E RENTABILIDADE
Realizado em oito propriedades distribuídas por oito estados, o Tour de Confinamento 2025 avaliou indicadores técnicos, zootécnicos e econômicos relacionados aos sistemas produtivos acompanhados pela dsm-firmenich.

Entre os principais resultados observados estão ganho médio de 7,22 arrobas em 98 dias; peso médio de entrada de 12,7 arrobas; peso médio de saída de 19,92 arrobas; e retorno sobre o investimento (ROI) médio de 16,31%, podendo alcançar 26,8%.

Segundo Walter Patrizi, Gerente de Confinamento Latam da dsm-firmenich, os resultados observados no Tour mostram que a produtividade e a rentabilidade caminham juntas. “Em um cenário de margens mais desafiadoras, tecnologias nutricionais e gestão eficiente passam a ser ainda mais relevantes para o produtor”, afirma.

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