Nordeste ganha força como nova fronteira da pecuária tecnificada

Investimentos em genética, nutrição, manejo e gestão impulsionam as cadeias produtivas de genética, carne e leite na região, que contam com 36,4 milhões de bovinos.

O Nordeste avança como uma das novas fronteiras da pecuária brasileira. A expansão da agricultura em importantes polos produtivos, somada à disponibilidade de áreas e à incorporação de tecnologia, abre espaço para o crescimento da bovinocultura seletiva, de corte e de leite. Dados da mais recente Pesquisa da Pecuária Municipal, do IBGE, mostram que o rebanho bovino nordestino chegou a 36,4 milhões de cabeças.

O movimento é sustentado por investimentos em genética, nutrição animal, manejo de pastagens, uso eficiente da água e gestão rural. A proximidade de terminais marítimos também pode ampliar a competitividade da região no escoamento da produção, embora o acesso ao mercado externo dependa de infraestrutura frigorífica, habilitações sanitárias e ganhos de produtividade.

Tecnologia é chave para a expansão
Para consolidar esse avanço, especialistas apontam a necessidade de intensificar o uso de tecnologias adaptadas às condições climáticas do Semiárido. Entre as estratégias estão a suplementação nutricional nos períodos de estiagem, a adoção de novas variedades de forrageiras e leguminosas, o melhoramento genético e o aperfeiçoamento das técnicas de manejo.

A Tortuga® afirma manter operações em todos os estados da região e desenvolver estudos em parceria com selecionadores, confinadores, pecuaristas e produtores de leite. Segundo a empresa, as avaliações de campo indicam que a combinação entre nutrição estratégica e manejo adequado pode reduzir os efeitos da irregularidade climática e elevar o desempenho dos rebanhos.

Rosendo Lopes, supervisor da equipe da Tortuga® em Feira de Santana (BA), avalia que a transformação do setor já está em curso. “A intensificação tecnológica, o uso eficiente da água e o avanço genético do rebanho estão transformando a região. Esse movimento tem uma via de mão dupla de vantagens, em que existe a disponibilidade de áreas, mas também a entrada de tecnologia e investimentos”, afirma.

Para Lopes, a consolidação da atividade pode ampliar a renda no campo e transformar o Nordeste em referência para outras regiões de clima árido. “Aqui existe uma grande sabedoria sobre o que é domar o Sertão e o Agreste”, diz.

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