Para o primeiro semestre de 2026, o mercado pecuário brasileiro apresenta perspectivas de preços firmes e tendência de alta, impulsionadas pela virada do ciclo pecuário e por uma oferta mais restrita de animais, o que se comprovou na valorização do bezerro logo na largada do período. Especialistas apontam que o setor entrou em uma fase de retenção de matrizes, reduzindo a disponibilidade de animais para abate e valorizando a reposição.
Mesmo diante de incertezas relacionadas a tensões geopolíticas provocadas por conflitos internacionais, a expectativa para o ano é favorável para o cenário da produção interna e considerado como um tempo de “virada do ciclo”, em que a oferta restrita no mundo sustenta as margens do pecuarista, beneficiado ainda pela dieta de grãos, DDG e farelo, mais acessível e a previsão de aumento do consumo interno estimulado por eventos como Copa do Mundo e eleições majoritárias com maior fluxo financeiro.
Entre as incertezas figuram, a decisão da China sobre salvaguardas e cotas de importação, mas o Brasil mantém a posição de maior exportador global de carne bovina, registrando recordes de faturamento em janeiro, fevereiro e março com as cotações do boi gordo seguindo em escalada de valorização, o que reflete otimismo na base da cadeia.
Segundo Thiago Bernardino de Carvalho, Coordenador de Pecuária do Cepea/USP, o momento é de oportunidades e desafios para os pecuaristas brasileiros e o cenário deve se manter favorável ao longo do semestre. Veja no vídeo os comentários do pesquisador registrados para o Noticiário Tortuga.


