Tour DSM de Confinamento: 7 anos de resultados positivos comprovados a campo

Em 2021, participantes do Tour, que percorreu oito estados do País, registraram 1,88% de retorno sobre Investimento ao mês, mostrando que confinar traz lucros com mais produtividade e sustentabilidade

Mylene abud

Mesmo em mais um ano desafiador, o confinamento de bovinos de corte continua sendo uma atividade lucrativa para o pecuarista. E quem apostou no sistema intensivo em 2021, obteve ROI (Retorno sobre Investimento) positivo de 1,88% ao mês, além de vários ganhos, como bemestar animal, garantia de carne de alta qualidade e produção de mais arrobas em menores áreas, o famoso “efeito poupaterra”.

É o que mostram os resultados do Tour DSM de Confinamento, maratona de eventos que tem como principal objetivo demonstrar resultados zootécnicos, mensurados pelos especialistas da companhia, e econômicos, analisados pela equipe do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).

Em sua sétima edição, o Tour avaliou bovinos de corte de 10 confinamentos no ano passado, nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Tocantins e Pará. Formados em sua maioria por machos inteiros Nelore, da raça zebuína (70%), os rebanhos foram suplementados com os produtos da DSM que incluem os aditivos CRINA®, RumiStarTM e Hy-D® aos Minerais Tortuga, com ganhos de produtividade que geram, em média, uma arroba a mais por bovino confinado.

“Os dados mostram que as tecnologias da nutrição, aliadas à genética e a bons processos operacionais e de manejo adotados dentro do confinamento, são fundamentais para o aumento da  produtividade e lucratividade da atividade”, fala Hugo Cunha, Gerente Nacional de Confinamento da DSM.

“A rentabilidade registrada é positiva em um ano de muitos desafios, como custo alto dos grãos e momentos de paralização das exportações para a China, o que comprova que os investimentos em produtividade em termos de tecnologia trazem ganhos ao produtor”, destaca Fabiana Fontana, Coordenadora de Inteligência de Mercado da DSM.

Além das avaliações junto aos rebanhos, o Tour DSM de Confinamento 2021 teve quatro encontros realizados de forma virtual, em função da pandemia, com a apresentação dos dados das fazendas participantes.

E, em cada um deles, o engenheiro-agrônomo, doutor em Economia Aplicada pela ESALQ/USP e consultor em gestão do agronegócio, Alexandre Mendonça de Barros, abordou temas de interesse dos produtores, como projeções para o mercado de grãos, análise do mercado e da pecuária em longo prazo.

AVALIAÇÃO ZOOTÉCNICA
O Tour DSM de Confinamento já avaliou mais de 200 mil bovinos de corte em sistemas de confinamento e semiconfinamento, dos mais simples aos mais complexos, todos com diferentes características genéticas, dieta, manejo e gestão.

Em 2021, em cerca de 107 dias de permanência, as propriedades participantes produziram em média 8,19@, sendo o peso médio de entrada e de saída de 392 kg (13@) e 567 kg (21,27@), respectivamente, o que representa ganho de peso de aproximadamente 1,63 kg/dia.

Já o ganho diário de carcaça ficou na média de 1,15 kg e o rendimento de carcaça (RC) em 56,29%, maior em relação aos anos anteriores. “Esses são os indicadores que têm maior correlação com os ganhos econômicos do confinamento. A média brasileira de ganho diário de carcaça está ao redor de 950 g. E os participantes do Tour, com o uso de tecnologias e de nutrição de precisão,
registraram ganhos 20% acima da média nacional”, ressalta o Gerente Nacional de Confinamento da DSM, Hugo Cunha.

As métricas zootécnicas coletadas foram as seguintes: dias de cocho, peso vivo inicial (Kg e @), GPD – Ganho de Peso por Dia (Kg), GMDC – Ganho Médio Diário de Carcaça (Kg), peso vivo final (Kg e @), Rendimento de Carcaça (%) e @ produzidas por animal por período.

Outras métricas zootécnicas avaliadas incluem: eficiência alimentar e biológica, taxa de refugo de cocho, taxa de morbidade e mortalidade – causas principais das mortes –, índice de laminites, diarreias, timpanismo, de animais com acidose e escore fecal.

Ao lado dos bons índices zootécnicos, as propriedades participantes do Tour registraram melhor adaptação dos bovinos e menor taxa de refugo de cocho (0,12%, enquanto a média nacional é de 1% a 2%), além de melhora no consumo da dieta desde os primeiros dias, melhor conversão alimentar, menor incidência de animais com laminites e acidose ruminal (média de 0,07%), maiores ganhos de peso e mais arrobas produzidas no mesmo período de confinamento.

RESULTADOS ECONÔMICOS
Ao lado dos dados zootécnicos, os resultados financeiros do Tour DSM de Confinamento 2021 também foram muito vantajosos, com as propriedades registrando, no período de 107 dias, retorno de investimento (ROI) ou taxa de lucro por mês de 1,88%.

“Apesar de todo o cenário de incertezas em relação ao mercado, principalmente no segundo semestre, e dos altos custos de grãos, os confinamentos avaliados com as tecnologias da DSM  apresentaram na média mais um ano positivo. Fica claro, pelos números avaliados, que o aumento de produtividade em atividades de alto risco está atrelado ao uso de tecnologia, trazendo reflexos diretos na redução de custos e melhora na margem da propriedade”, atesta Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador da equipe de Pecuária do Cepea.

 

A Metodologia adotada para a análise financeira consistiu na coleta dos dados econômicos de cada uma das etapas para posterior Cálculo do ROI.

A coleta dos indicadores financeiros do Tour DSM de Confinamento foi realizada com base nos seguintes dados:
• Valor do boi magro em R$;
• Valor da dieta/boi/dia em R$;
• Custo operacional/boi/dia em R$;
• Custo de oportunidade (custo do capital = 0,5% ao mês – valor fixo);
• Valor total da diária por animal em R$ (soma do valor da dieta + custo operacional/boi/dia);
• Custo total por bovino confinado por período em R$;
• Preço em R$ da venda do bovino (receita);
• ROI (taxa de lucro).

MAIOR PROFISSIONALIZAÇÃO DA ATIVIDADE
Ao lado dos dados econômicos e zootécnicos, o Tour DSM de Confinamento coleta diversas outras informações, como as práticas adotadas em cada propriedade, a estrutura e os métodos de gestão. “Constatamos, ao longo das sete edições, que os pecuaristas estão aprimorando maquinários, instalações, processos e gestão, com foco no bem-estar animal e em sustentabilidade, o que mostra que a atividade está se tornando cada vez mais profissional no Brasil. Hoje, somos referência e o segundo País que mais confina bovinos, atrás apenas dos Estados Unidos”, destaca o Gerente Nacional de Confinamento da DSM, Hugo Cunha.

Outra informação bastante expressiva revelada pelo Tour e pelo Censo DSM de Confinamento (ver box) é que a DSM detém 31% do market share de confinamento no País. “Ou seja, de cada três animais confinados, um usa os nossos produtos. Com sete por cento do rebanho nacional confinado suplementados com os aditivos CRINA®, RumiStarTM e Hy-D® e os Minerais Tortuga, isso nos chancela a campo como a empresa líder”, enfatiza Hugo Cunha.

TOUR EM NÚMEROS
Ao longo de sete anos de realização, o Tour DSM de Confinamento vem provando que boa gestão, aliada ao uso de tecnologias sustentáveis, gera aumentos expressivos de produtividade e de lucros aos produtores rurais confinadores.

No período de 2015 a 2021, o Tour percorreu 10 estados – MT, GO, SP, MG, MS, RO, PR, TO, PA e BA –, reunindo, em 60 etapas, um público de mais de sete mil participantes, formado  principalmente por produtores rurais, técnicos e consultores em agropecuária.

Ao todo, foram avaliados mais de 200 mil bovinos confinados, que receberam dietas ricas em milho, com alto teor de concentrado e baixo volumoso. Em todas as rações balanceadas, o CRINA®, composto por um blend de óleos essenciais, foi usado em substituição aos antibióticos como melhorador de desempenho. O uso da associação CRINA® e RUMISTAR™ refletiu no aumento do consumo de ração desde os primeiros dias de confinamento, em maiores taxas de Ganho de Peso Diário (GPD) e melhor eficiência alimentar.

“A nutrição de precisão e a substituição de antibióticos pelos óleos essenciais melhora a saúde animal e o desempenho, além de originar uma carne de qualidade superior”, acrescenta Hugo Cunha.
“É importante ressaltar que todas as instalações rurais – plantas de confinamento – que participaram do Tour seguem à risca o conceito de sustentabilidade, seja ela ambiental, social ou  econômica. E que adotaram práticas zootécnicas, de manejo e de gestão que respeitam o bem-estar animal, o trabalhador rural e o consumidor de carne bovina e seus derivados”, completa Fabiana Fontana, Coordenadora de Inteligência de Mercado da DSM.

TROCA DE EXPERIÊNCIAS ENTRE CONFINADORES
Cliente Tortuga há mais de 15 anos, o pecuarista Edimar Braz de Queiroz, da Agroveneza/GO, participou da edição 2021 do Tour com 12 mil animais confinados. E os resultados obtidos foram tão animadores que ele pretende aumentar este número para 14 mil neste ano. “A nutrição animal está mais avançada que a do ser humano”, brinca ele, elogiando a assistência técnica e a qualidade das soluções da DSM. “Eles são parceiros e amigos e os produtos são de primeira linha. Estão sempre propondo novidades e nós aceitamos o desafio. Há uns quatro ou cinco meses, começamos a utilizar o Hy-D® na dieta dos animais confinados e já notamos melhorias no rendimento de carcaça e no acabamento”, conta o sr. Edimar, à frente de duas fazendas em Luiziânia e Porangatu, somando um rebanho de 24.500 cabeças.

Com produção de bezerros para as necessidades da propriedade, e de recria e engorda com comercialização no Distrito Federal e em seu entorno, as fazendas da Agroveneza têm, ainda, armazém para 150 mil sacos e produzem 100% da silagem utilizada na dieta. E a participação no Tour DSM de Confinamento ajuda a divulgar o trabalho e o nome da propriedade. “É muito importante pela visibilidade, pela troca de experiências. Nós mostramos o que estamos fazendo e vemos o trabalho dos outros também”, afirma.

A mesma opinião é partilhada pelo pecuarista e cliente Tortuga Nedson Rodrigues, da Fazenda Cachoeirão, em Mato Grosso do Sul. “Essa troca de conhecimentos e experiências é muito positiva. Vemos os resultados de outras propriedades, conhecemos sistemas diferentes”, fala o produtor.

Fundada em 1952 e situada no município de Bandeirantes, a Cachoeirão tem um rebanho de seis mil cabeças e trabalha com cria, recria e engorda. Com a Integração Lavoura-Pecuária, produz o milho e a silagem necessária para a dieta. Anualmente, confina de 1.600 a 1.700 animais, 80% superprecoces, abatidos entre os 14 e 15 meses. Participando há vários anos do evento, o sr. Nedson elogia a assistência prestada pelos técnicos da empresa, que sempre levam novidades à fazenda. “Antes da pandemia, sediamos aqui um Dia de Campo do Tour DSM de Confinamento, reunindo mais de 100 participantes”, acrescenta.

PERSPECTIVAS PARA 2022
Para o Tour DSM de Confinamento 2022, análises conjuntas entre a DSM e o Cepea projetam Rendimento de carcaça de 55%, com Ganho Médio Diário de 1,7 Kg em 95 dias de confinamento, e ROI de 13,37% para o período (4,09% ao mês).

“A cada edição, o Tour mostra que é perfeitamente possível produzir no Brasil carne bovina de elevada qualidade e de forma sustentável, tanto do ponto de vista social como ambiental e econômico”, conclui Hugo Cunha, Gerente Nacional de Confinamento da DSM.

CENSO DSM REGISTRA MAIS DE 6,5 MILHÕES DE BOVINOS CONFINADOS EM 2021 E AUMENTO DOS BOITEIS

Levantamento do Serviço de Informação de Mercado (SIM) da DSM junto a 2.000 pecuaristas/confinadores comprova que, mesmo em função de um período de retração econômica devido à pandemia de Covid-19, a intensificação da pecuária brasileira continua em crescimento. Realizado em 2021, o último estudo da companhia, que cobre cerca de 90% das plantas brasileiras, apontou a existência de 6,528 milhões de bovinos confinados no País, um número 2% superior aos 6,400 milhões registrados no ano passado e 37% maior que os 4,75 milhões de 2015, data do início das pesquisas.

“O estudo mostra que o pecuarista brasileiro tem intensificado sua produção e está cada dia mais atento aos benefícios proporcionados pelos ganhos de produtividade que o confinamento é capaz de entregar”, afirma Hugo Cunha, Gerente Nacional de Confinamento da DSM, pontuando que o número de animais poderia ser ainda maior se os custos de produção, com destaque para o milho, não tivessem tido alta histórica. “Mas o confinador conseguiu superar o desafio destes custos com a valorização da arroba do boi, que deu margem para a operação de engorda intensiva”, enfatiza.

Também de acordo com o Censo da DSM, os estados que mais cresceram em número de animais confinados em 2021 com relação ao ano anterior foram Mato Grosso, que passou de 1,363 milhão para 1,383 milhão (1%), liderando o ranking; São Paulo, que cresceu 17%, passando de 959 mil para 1,122 milhão, assumindo a segunda posição; e Mato Grosso do Sul, que subiu de 753 mil para 798 mil animais (6%).

“Neste ano de custos elevados, o boitel teve um papel relevante no confinamento. Muitos produtores menores levaram seus animais para terminar em boiteis e isso explica o aumento expressivo no número de animais confinados em São Paulo, estado onde essa modalidade é frequente”, complementa Fabiana Fontana, Coordenadora de Inteligência de Mercado da DSM.

O Censo da DSM tem como objetivos identificar o comportamento do confinamento no Brasil, as principais tendências, e calcular o número de bois confinados através da força de vendas da  empresa, espalhada por todo o País, conhecendo as particularidades regionais do sistema e, com isso, ajudar no planejamento de ações efetivas para o segmento. Realizado ao longo de todo o ano de 2021, com atualização a cada quatro meses, o estudo envolveu a participação de uma equipe multidisciplinar da companhia (veterinários, agrônomos, zootecnistas e técnicos).

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