Na COP26, DSM participa das principais discussões em torno da sustentabilidade do planeta

Através das nossas inovações baseadas na ciência, nos posicionamos como uma empresa que estimula e auxilia os governos a adotarem metas ambientais mais desafiadoras

Maurício Adade
Presidente da DSM América Latina

No ano passado, participei da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – COP26, realizada em Glasgow, na Escócia, representando os empresários signatários do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), que reúne cerca de 70 dos maiores grupos empresariais do País, entre eles a DSM. Tanto o CEBDS quanto a DSM são fortemente engajados nas principais necessidades e nos maiores desafios do planeta, que estão diretamente relacionados à sustentabilidade.

Nossas metas sustentáveis são ambiciosas e participamos dos debates frente a estes temas junto com nossos executivos Geraldine Matchett (Co-CEO & CFO) e Dimitri-de Vreeze (Co-CEO e membro do comitê executivo). Através das nossas inovações baseadas na ciência, nos posicionamos como uma empresa que estimula e auxilia os governos a adotarem metas ambientais mais desafiadoras. A meta relacionada à redução de metano certamente é o principal objetivo dessa Conferência do Clima, e não poderia ser diferente na edição de 2021.

Inclusive, fiquei muito feliz e satisfeito em poder acompanhar a adesão do Brasil ao “Compromisso Global de Metano”, projeto global pela redução de emissão de gás metano em 30%, até 2030. Afinal, projetos e soluções que contribuam para essa redução fazem parte do meu dia a dia, visto que a DSM gerencia de perto sua redução absoluta de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), eficiência de GEE e eficiência energética.

Entre as nossas metas até 2030, estão:

  • Reduzir 50% das nossas emissões diretas de Gás de Efeito Estufa (GEE);
  • Reduzir 50% das emissões de energia comprada;
  • Ter eficiência energética na média de 1% ao ano;
  • Reduzir as emissões indiretas da cadeia de valor em 28% por tonelada de produto produzido.

Todas as metas foram validadas pela iniciativa Science Based Targets (SBTi), comprovando que estão alinhadas com o Acordo de Paris. Elas também fornecem uma base sólida para que a DSM atinja zero líquido até 2050.

A COP26 teve resultados positivos, como a aprovação do Pacto Climático de Glasgow, cujos signatários, incluindo o Brasil, comprometem-se a acelerar as ações contra as mudanças climáticas. Certamente, este é um compromisso importante e necessário, e isso poderá fazer uma grande diferença no mundo. Não apenas em se tratando de combater as mudanças climáticas, mas também para a saúde física da população global. Entretanto, do meu ponto de vista, as próximas etapas incluirão ter planos efetivos para os países alcançarem as metas com as quais se comprometeram, manter as discussões com relação aos investimentos prometidos para os países em desenvolvimento e muita parceria entre os governos e o segmento empresarial. Só assim poderemos nos manter no caminho para sermos um planeta mais sustentável e com melhores condições climáticas, melhorar a saúde das pessoas e o suprimento de alimentos, reduzindo, inclusive, a perda de safras e a poluição no nível do solo. Nosso futuro depende disso.

Outro avanço da COP26 foi a regulamentação do artigo 6º do Acordo de Paris, que regula o mercado de carbono e o comércio de emissões. No entanto, acredito que ainda é preciso maturidade e esforço contínuo de todas as partes envolvidas para que este acordo saia do papel e se torne uma realidade. O Brasil, por exemplo, não está entre as nações mais avançadas neste processo. Apesar da tramitação do Projeto de Lei 528/21, que institui o mercado brasileiro de Redução de Emissões (MBRE) regulamentando a compra e venda de créditos de carbono no País, este mercado ainda não é regulamentado por aqui, e depende de iniciativas voluntárias. Por isso, repito: é crucial promover a discussão entre o setor privado, a sociedade civil e o Governo brasileiro para, de fato, reduzir o aquecimento global, bem como diminuir drasticamente as emissões para enfrentar a crise climática e, por fim, atingirmos a meta do Acordo de Paris. Acredito que o Brasil tem vantagens comparativas extraordinárias na corrida para alcançarmos uma economia de emissões líquidas de carbono neutras, pela quantidade de recursos naturais e a capacidade da nossa população. Por isso, devemos buscar o protagonismo nas negociações de clima.

Como presidente da DSM América Latina, faço parte do “Empresários pelo Clima”, que conta com 115 empresas e 14 entidades signatárias de diversos setores, como agronegócio, energia, saúde e tecnologia, entre outros. O projeto foi idealizado pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável). Neste posicionamento, a DSM e todo o setor empresarial reconhece sua responsabilidade na transformação para uma economia de baixo carbono. E que estamos agindo no combate às mudanças climáticas, com medidas para redução e compensação das emissões de GEE, precificação interna de carbono, descarbonização das operações e cadeias de valor, investimentos em tecnologias verdes e metas corporativas ambiciosas de neutralidade climática até 2050.

Como DSM, temos total capacidade e experiência de prover soluções sustentáveis. Nascemos como uma empresa de carvão e, após mais de um século, nos transformamos em uma das maiores empresas de saúde, nutrição e biociência. Impulsionamos, cada vez mais, a aceleração de soluções para a redução das emissões de gases, sobretudo na pecuária, através de tecnologia. Isso nos posiciona como uma empresa a favor de estimular a regulamentação do mercado de carbono.

Também durante a COP26, a DSM firmou parceria com a JBS para a implementação de um projeto para reduzir a emissão de metano entérico bovino em escala mundial com o uso do Bovaer® nas unidades da empresa. A JBS assumiu o compromisso Net Zero 2040, ou seja, de zerar o balanço líquido de suas emissões de gases causadores de efeito estufa até 2040. Sendo a segunda maior empresa de alimentos do mundo e a maior empresa do setor de proteínas, ficamos entusiasmados com essa parceria. Podemos dizer, inclusive, que estamos contribuindo para criar de fato um impacto significativo na pecuária brasileira, oferecendo uma solução amplamente estudada e cientificamente comprovada para reduzir as emissões de metano entérico. O efeito de aquecimento do metano é mais curto, 28 vezes mais potente do que o CO2 em um período de 100 anos. Por esta razão, sua eliminação gera resultados imediatos. Como os sistemas alimentares e a crise climática estão intrinsecamente ligados, é fundamental enfrentar o desafio da pecuária sustentável para um planeta saudável.

O real desafio da pecuária é encontrar maneiras de produzir mais com menos insumos, de forma mais responsável, sustentável e respeitando os limites do planeta. Para isso, é necessário investir na saúde e na nutrição animal, além de boas práticas de manejo. Quando existe uma boa gestão nesse sentido, seja o animal ruminante ou monogástrico, a probabilidade de tornar uma produção mais sustentável é maior. Nesse sentido, a sustentabilidade na DSM é o nosso principal norteador e está na base da estratégia de todos os nossos negócios. Acreditamos firmemente que o mundo precisa melhorar a sustentabilidade dos seus sistemas alimentares, e é por este motivo que aplicamos a nossa expertise em ciência e inovação para atender, com excelência, à demanda da produção de alimentos, buscando produções melhores e mais sustentáveis que contribuam para os maiores desafios do planeta.

A introdução do Bovaer® e do Sustell™ no mercado é um passo importante para a DSM liderar essa conversa em torno da sustentabilidade na produção de alimentos e de estar à frente de uma transformação robusta e viável em todo o mundo para produções mais sustentáveis de proteína animal. Ao alavancar tanto soluções baseadas em ciência, como o Bovaer® – aditivo para rações que proporciona uma redução significativa e imediata da pegada ambiental da carne, leite e produtos lácteos – quanto em dados, como o Sustell™ – serviço global que avalia as pegadas ambientais que o sistema de produção animal está gerando para a adoção de soluções -, nossa jornada é cada vez mais rápida para que isso se torne possível.

Em 2020, adquirimos a Biomin, e finalizamos a nossa integração agora no início de 2022. Com essa nova estrutura do negócio de Nutrição e Saúde Animal, que une duas poderosas forças já reconhecidas no mercado, DSM e Biomin, com certeza, reforçamos nossa capacidade de inovação e biociência, que já é contínua, para oferecer ao mercado soluções sustentáveis para atender às necessidades dos nossos clientes, sobretudo que tenham pouco impacto sobre o meio ambiente para as gerações futuras. Com isso, a DSM expande novas e emocionantes fronteiras. E muitas novidades ainda estão por vir!

 

DSM recebe aprovação histórica da UE para aditivo Bovaer®

A comercialização do Bovaer®, aditivo para ração redutor de metano para vacas leiteiras, acaba de ser aprovada pelos estados-membros da União Europeia. Esse é um marco significativo para a DSM, abrindo caminho para o Bovaer® revolucionar o mercado de laticínios.

O Bovaer® contribuirá para a ecologização da agricultura da UE e para os objetivos da Estratégia Farm to Fork (da fazenda ao garfo). Conforme declarado na aprovação da Comissão Europeia, o inovador aditivo é seguro para uso sem afetar a qualidade dos produtos lácteos e é o primeiro de seu tipo disponível na UE que pode reduzir as emissões de metano. “A inovação é fundamental para uma transição bem-sucedida para um sistema alimentar mais sustentável. Pode tornar a produção de alimentos mais sustentável. A UE continua a servir de exemplo para garantir a segurança alimentar, ao mesmo tempo que se adapta às novas tecnologias que podem tornar a produção alimentar mais sustentável. Cortar as emissões de metano relacionadas à agricultura é fundamental em nossa luta contra as mudanças climáticas e a aprovação de hoje é um exemplo eloquente do que podemos alcançar por meio de novas inovações agrícolas”, disse a Comissária de Saúde e Segurança Alimentar da UE, Stella Kyriakides, em comunicado para a imprensa.

A indústria de laticínios tem um papel importante a desempenhar, pois o metano entérico das vacas leiteiras é responsável por até 60% das emissões globais de gases de efeito estufa da produção de leite. O Bovaer® reduz consistentemente essas emissões de metano em cerca de 30%. A autorização de mercado da UE representa, portanto, um passo revolucionário em direção a uma produção de leite mais sustentável, dando aos produtores, empresas de laticínios e varejistas um produto confiável e seguro, com eficácia comprovada, que reduzirá substancialmente a pegada de carbono dos laticínios, permitindo, ainda, que o consumidor compre laticínios sustentáveis.

O Bovaer® é o resultado de uma década de pesquisa científica, incluindo mais de 50 estudos revisados por pares publicados em revistas científicas independentes e 48 testes em fazendas, em 14 países e quatro continentes. A DSM firmou parcerias com várias grandes empresas de laticínios para se preparar para a implementação do Bovaer® em grande escala e iniciou a construção de uma fábrica do produto em grande escala, em Dalry, na Escócia, para atender ao aumento da demanda em escala global.

Segundo Geraldine Matchett, Co-CEO da DSM, o “Bovaer® tem o poder de revolucionar verdadeiramente a indústria global de laticínios. Estamos extremamente orgulhosos de que, após uma década de pesquisa, testes e colaboração na cadeia de valor, seu potencial tenha sido reconhecido com essa aprovação histórica no mercado”.

“É preciso agir rápido quando se trata de combater as mudanças climáticas, e o Bovaer® é cientificamente comprovado como uma solução eficaz para o imenso desafio das emissões de metano na pecuária. Estamos ansiosos para introduzir o Bovaer® no mercado europeu, onde sabemos que produtores e empresas de laticínios compartilham nosso anseio para agir. Esta solução nos permite trabalhar juntos para oferecer aos consumidores produtos lácteos com um impacto climático bastante reduzido”, acrescenta Dimitri de Vreeze, Co-CEO da DSM.

A companhia lançou uma série de compromissos quantificáveis destinados a enfrentar desafios sociais e ambientais urgentes relacionados à forma como o mundo produz e consome alimentos. Os Food System Commitments  (Compromissos do Sistema Alimentar) incluem uma redução de dois dígitos nas emissões de gado nas fazendas até 2030. A introdução do Bovaer® no mercado é um passo importante para cumprir esse compromisso, bem como a iniciativa estratégica do grupo de negócios Nutrição e Saúde Animal da DSM, We Make It Possible (Nós Tornamos isso Possível), com a missão de liderar uma transformação mundial robusta e viável na produção sustentável de proteína animal.

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