O confinamento bovino no Brasil segue em expansão e deve atingir 9,78 milhões de cabeças em 2026, segundo dados preliminares do Censo de Confinamento da dsm-firmenich. A companhia está presente em 25% do total de unidades de terminação intensiva, com os produtos da marca Tortuga®, consultoria técnica e a plataforma de gestão FarmTell™. A projeção representa alta de 5,7% em relação ao ano anterior e confirma a consolidação do sistema intensivo como estratégia de produtividade, impulsionada pela maior disponibilidade de grãos, pelo avanço tecnológico e pela melhora na rentabilidade do setor.
O Mato Grosso lidera o ranking nacional, com estimativa de 2,4 milhões de animais confinados, seguido por São Paulo e Goiás, ambos com 1,4 milhão de cabeças. O cenário reflete o avanço da integração entre pecuária e agricultura, especialmente em regiões com maior oferta de insumos, estrutura logística e uso intensivo de gestão e tecnologia no campo.
Nesse contexto de modernização da pecuária intensiva, a Agropecuária Veneza foi o principal destaque do Dia de Campo realizado no Centro de Inovação Tortuga, em Rio Brilhante (MS), ao registrar a melhor rentabilidade entre as propriedades avaliadas no benchmark do Tour de Confinamento 2025. O reconhecimento evidenciou a importância de pilares como nutrição, genética, disponibilidade de grãos e eficiência logística para o sucesso do sistema.
O pecuarista Edimar Braz Queiroz, proprietário de uma fazenda em Luziânia (GO), afirmou que a premiação é um estímulo para atuar com ainda mais inteligência no setor e apontou quatro pilares para alcançar resultados superiores. “A logística é essencial. Estar próximo da indústria, produzir o máximo possível da alimentação do gado, comprar bem os animais em períodos de baixa para potencializar o ganho na recria e garantir boa entrada na terminação, além de ajustar dietas aos coprodutos disponíveis na região e destinar corretamente os resíduos do confinamento. No nosso caso, esse material é utilizado para adubar o solo”, disse.
Hugo Resende Cunha, gerente técnico nacional de Gado de Corte da dsm-firmenich acompanha a Agropecuária Veneza. Ele afirma que o mérito da premiação é de toda a equipe técnica. “No último período, coletamos dados de 1,2 milhão de animais no Brasil em cerca de 400 confinamentos. O senhor Edimar faz um trabalho excepcional. Ele tem uma marca própria de carne de qualidade, e nós entregamos à propriedade toda a tríade da Tortuga®, que une produtos, consultoria e gestão digital. É um trabalho que acompanho há 18 anos, e tenho muita satisfação em fazer parte desse projeto, que evolui ano após ano em todos os índices zootécnicos”, afirmou.
O Tour de Confinamento 2025 avaliou indicadores técnicos, zootécnicos e econômicos dos sistemas produtivos acompanhados pela companhia. Entre os principais resultados estão: ganho médio de 7,22 arrobas em 98 dias, peso médio de entrada de 12,7 arrobas, peso médio de saída de 19,92 arrobas e retorno médio sobre o investimento de 16,31%, com potencial de chegar a 26,8% nos sistemas de melhor desempenho.
“Os dados gerados no Tour de Confinamento reforçam a importância da adoção de tecnologia e do avanço do sistema produtivo em relação à produção de forragem, ao manejo e às estruturas adequadas para o gado. Tudo isso, somado ao trabalho dedicado das equipes de campo, resulta em maior produtividade e rentabilidade. Em um cenário de margens mais desafiadoras, suplementação e gestão eficiente passam a ser ainda mais relevantes para o produtor”, explicou Walter Patrizi, gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich.


