Agropecuária 2MS, pioneirismo em semiconfinamento com consumo de 2% do peso vivo no norte do estado de Mato Grosso

Giovane Bozelli
Assistente Técnico Corte/Confinamento DSM

Os irmãos Marcos, Sérgio e Miguel Queiroz Barbosa de Deus são sócios-proprietários da Agropecuária 2MS, com fazendas e arrendamentos no norte de Mato Grosso e, também, com propriedades no Pará. Oriundos da Bahia, os irmãos iniciaram um grande projeto pecuário devido à paixão do pai, o senhor Pedro Barbosa de Deus, pecuarista já há muitos anos na Bahia. O empreendimento montado na cidade de Novo Mundo, localizada ao norte do estado de Mato Grosso, foi vislumbrado em função das condições climáticas e de solo encontradas nesta região, além da oportunidade para aquisição imobiliária. Assim, compraram a Fazenda Riacho, local onde decidiram trabalhar com terminação de bovinos de corte.

A princípio, o grupo iniciou o projeto com recria mais extensiva na Fazenda Riacho e nos arrendamentos, trabalhando com engorda de 1 a 1,5% do peso vivo dos animais no período seco, com o intuito de conseguir melhores preços na arroba do boi gordo em meados de novembro, já que, naquela época, a arroba geralmente era mais valorizada nesses meses. Passaram por um processo de intensificação da recria utilizando tecnologia de pastejo rotacionado ainda na fazenda Riacho, suplementando com proteico de baixo consumo (Fosbovi Núcleo Proteico), tanto na Riacho quanto nos arrendamentos. No mesmo momento, começaram a intensificação da engorda, já que houve o aumento do número de animais e era necessário aumentar também a lotação e reduzir o tempo de permanência dos animais na propriedade. Passaram, assim, a utilizar a tecnologia do semiconfinamento 2% do Peso Vivo (TIP), com o Fosbovi Confinamento Crina Rumistar.

Hoje, o grupo trabalha em sistema de ciclo completo, tanto no estado do Pará quanto no estado do Mato Grosso. Com a necessidade de intensificar ainda mais a produção, o grupo iniciou um sistema de confinamento na fazenda Riacho (Mato Grosso). O sistema permite entrar com animais mais leves para a engorda em comparação ao TIP e, também, é muito útil para sequestro de bezerros no período seco do ano, buscando aliviar a lotação das pastagens e melhorar o desempenho.

Os piquetes do semiconfinamento têm área média de 10 hectares, com lotação de 10 a 12 cabeças/hectare. Os cochos ficam dispostos nos corredores, facilitando o fornecimento de ração, permitido tratar duas vezes ao dia. De modo geral, a adaptação inicia com 0,5% de PV (Peso Vivo), aumentando de 0,5 kg a 1 Kg de ração por dia. Assim que os animais atingem 2% do PV, começa o aumento ou a redução do trato de acordo com a leitura de cocho, realizada no início da manhã para posterior liberação dos tratos.

A confecção da dieta é realizada no vagão de sistema Rotormix, para semiconfinamento e confinamento, o que permite maior agilidade na fabricação e distribuição dos tratos e, também, a melhor qualidade de mistura. Os insumos utilizados são os disponíveis na região, como torta de algodão, Milho e DDGS. As dietas são formuladas de acordo com o preço dos insumos, sempre voltadas para o lucro máximo e não custo mínimo. É importante destacar a ótima gestão de insumos realizada pelos gestores da 2MS, que sempre fazem o contrato dos insumos procurando sair do  mercado spot, onde os preços são sempre mais altos, com o auxílio da equipe técnica da DSM. O cálculo da necessidade de insumos para toda a safra possibilita obter as melhores negociações.

Como pode ser observado, o consumo de matéria seca (CMS% PV) ao longo dos anos sempre se manteve próximo a 2% do PV, tendo grande relação com o ganho médio diário de carcaça (GMD carcaça), haja vista que os valores de GMD carcaça durante os últimos cinco anos são superiores até mesmo em sistema de confinamento convencional, proporcionando, assim, maior produção de arrobas no período. Outro dado importante que se mostra muito sólido no decorrer dos anos é o rendimento de carcaça (RC%), por conta de a dieta ser altamente energética, do consumo alto de concentrado e da redução do tamanho do trato digestório (devido ao baixo volumoso na dieta total). O RC% é alto e, geralmente, maior que no confinamento convencional.

Os desempenhos da TIP são muito homogêneos ao longo dos anos, mostrando que o profissionalismo e o engajamento da equipe 2MS aliados à parceria da DSM têm gerado resultados excelentes para a propriedade, muito próximos dos melhores resultados do confinamento convencional. Fator determinante para os resultados serem acima da média brasileira é a utilização do núcleo  Fosbovi Confinamento Crina Rumistar, pacote tecnológico que permite a adaptação mais rápida dos animais e a redução drástica de distúrbios metabólicos, além de melhorar o consumo mantendo a conversão alimentar, resultando no aumento da produção de arrobas por animal no período.


SIMPÓSIOS DSM DE CONFINAMENTO AJUDAM PRODUTORES NO PLANEJAMENTO COM FOCO EM PRODUTIVIDADE

Promovido todos os anos antes do primeiro giro, os Simpósios DSM de Confinamento oferecem informações técnicas e de mercado para auxiliar os pecuaristas no processo de decisão de fechar os animais para engorda com máximo desempenho zootécnico e econômico.

Em formato on-line, a edição 2021 dos Simpósios reuniu a equipe de especialistas da área de Ruminantes da DSM, que apresentou a produtores, confinadores e consultores um panorama detalhado do setor em vários aspectos – econômico, potencial tecnológico, resultados de campo (Tour DSM de Confinamento) e análise de casos de sucesso. Conteúdos que auxiliam a adotar ferramentas para obter os mais altos índices de produtividade e rentabilidade, considerando-se principalmente o atual momento da arroba em patamares bastante elevados.

A abertura da programação aconteceu no dia 7 de abril, com a participação do vice-presidente de Ruminantes da DSM, Sergio Schuler, e do diretor de Marketing da área, Juliano Sabella. Na sequência, Alexandre Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Agro, abordou o atual cenário econômico do Brasil, o mercado pecuário e os aspectos econômicos que compõem o universo do confinamento.

No segundo encontro (14/4), as tecnologias e as pesquisas mais atuais do setor foram apresentadas pelo diretor de Inovação da DSM, Tiago Sabella, e pelo supervisor da área na empresa, Victor Valério. A abertura da programação ficou a cargo dos gerentes técnicos regionais de Confinamento Luis Bosque (Centro-Oeste e Norte) e Gustavo Monteiro (Norte, Nordeste e Minas Gerais).

Os resultados econômicos e zootécnicos do Tour DSM de Confinamento foram o tema do terceiro encontro, realizado em 22 de abril. Na palestra, o gerente de categoria Confinamento, Marcos Baruselli, e o gerente técnico regional de Confinamento, Luis Bosque, falaram sobre a maratona de avaliações feitas a campo em vários estados e confinamentos do País, que utilizam as tecnologias da marca Tortuga® e as tecnologias que geram uma arroba a mais por bovino confinado. Também participaram da programação o gerente técnico nacional de Confinamento, Hugo José Resende da Cunha, e o gerente técnico regional de Confinamento, Felipe Kuczny.

Para encerrar os Simpósios DSM de Confinamento, no dia 28 de abril, Hugo Cunha e Gustavo Monteiro apresentaram um benchmarking de confinamento, com o tema “Gestão de indicadores para lucro máximo e viabilidade do confinamento no primeiro giro de 2021”. A abertura da etapa ficou a cargo de Marcos Baruselli e Felipe Kuczny.

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