A chegada do Sustell para melhorar a sustentabilidade

Verônica Lopes Schvartzaid
Coordenadora de Marketing para Gado de Leite – DSM

A gestão em diferentes áreas do agronegócio é um tópico muito discutido e que estamos aprimorando nos últimos anos. “Se você não medir, você não pode gerenciar” é uma frase de Peter Druker, considerado um dos pais da administração moderna. Essa é uma máxima importante a ser aplicada não só na gestão dos indicadores de rentabilidade e produtividade, entre outros fatores dentro da atividade pecuária, mas também ao tema sustentabilidade. Muito se fala em reduzir as pegadas ambientais, reduzir o consumo hídrico e elétrico, otimizar o uso de recursos naturais e reportar o impacto no meio ambiente do negócio, entre outros temas relacionados à sustentabilidade. Porém, o que realmente o seu negócio está produzindo de pegadas ambientais? O que é mais crítico? O que deveria ser feito primeiro? Você tem os melhores ou os piores resultados em sustentabilidade em sua área?

Conhecer o cenário de cada sistema produtivo permite identificar os maiores desafios de cada realidade para, então, definir para onde direcionar os esforços. Este é um fator importante que auxilia a agir com assertividade em busca da produção animal mais sustentável. Como parte da estratégia baseada em sustentabilidade da DSM no negócio de nutrição animal e como reforço da iniciativa “Nós Tornamos Isso Possível”, a DSM lançou o Sustell, um serviço que ajuda a entender os desafios produtivos em relação à sustentabilidade e dá suporte ao parceiro DSM para melhorar sua pegada ambiental.

O Sustell foi desenvolvido junto com a Blonk, consultoria independente sediada na Holanda, líder global em Análise de Ciclo de Vida (ACV) e desempenho de sustentabilidade nos campos de alimentos e agricultura. O serviço Sustell™ é executado a partir de uma Plataforma de Inteligência de última geração, que está conectada com a ferramenta Blonk-APS, juntamente com um ‘Centro de Especialistas’ formado por uma equipe especializada em ACV, nutrição animal e sustentabilidade da DSM e da Blonk.

O Centro de Especialistas avalia a pegada ambiental inicial da produção animal, usando dados reais de ração e da fazenda, ao invés de médias do setor e conjuntos de dados proxy. Desse modo, é possível identificar 19 pegadas ambientais que o sistema de produção está gerando. A partir daí, o time de especialistas desenvolve cenários de intervenção específicos para cada caso, conhecidos como modelos de ‘e se’, e propõe soluções práticas para melhorias mensuráveis de sustentabilidade.

Um exemplo desses cenários de intervenção é a inclusão de tecnologias nutricionais na dieta dos animais, que podem melhorar o aproveitamento dos recursos naturais, aumentando a produtividade e a eficiência animal, reduzindo, assim, a pegada de carbono por quilo de alimento produzido. O serviço permite projetar o cenário de pegadas ambientais com essa alteração e avaliar o antes e o depois em relação à inclusão da tecnologia.

O Sustell™ é um serviço global em seus primeiros meses de lançamento. Nessa fase inicial, estará disponível para um pequeno grupo de clientes distribuídos em diferentes países de todo o mundo e, aqui no Brasil, conta com o envolvimento de empresas do setor lácteo. O serviço é construído sobre protocolos validados, metodologias de cálculo e processos comprovados que atendem aos padrões internacionais. Logo, as indústrias de proteína animal que se comprometem com objetivos claros de sustentabilidade por meio do Sustell™ comprovam, de forma sólida e tangível, suas métricas. As análises são precisas, comparáveis e reconhecidas globalmente, pois:

• Os cálculos foram desenvolvidos em conformidade com a LEAP (Avaliação e Desempenho Ambiental da Pecuária) e as Regras de Categoria de Pegada Ambiental de Produtos (PEFCR) da FAO. Seguem as diretrizes de cálculo do IPCC, alinhados com a ISO 14040/44. São construídos sobre bancos de dados confiáveis e sólidos de alimentos, ração e agricultura, como o banco de dados Agri-footprint e o GFLI (Instituto Global de ACV de Ração Animal);

• Abrangem os 17 maiores países produtores agrícolas do mundo, onde os sistemas de produção animal podem ser definidos em detalhes, graças a dados específicos de cada país;

• Analisam o impacto ambiental de 19 categorias diferentes, incluindo mudança climática, uso de recursos, escassez de água, eutrofização marinha e de água doce e esgotamento da camada de ozônio, correspondendo ao método de avaliação de impacto Pegada Ambiental 2.0, fornecendo reconhecimento global para os resultados.

Vale lembrar ainda, como sempre se diz na DSM, que sustentabilidade não é apenas cuidar do planeta, mas também das pessoas e do lucro dos negócios. É por isso que, além de avaliar as métricas de pegadas ambientais, o Sustell™ permite aos produtores prever com precisão o impacto das intervenções propostas para melhorar os índices de sustentabilidade sobre o desempenho financeiro. Para cada sugestão de alteração dentro do sistema produtivo, é feito um cálculo de ROI (Return of investment do inglês ou retorno do investimento), que projeta o ganho de rentabilidade que o sistema irá obter ao melhorar sua pegada ambiental.

Além dos benefícios entregues às unidades produtivas em relação à sustentabilidade e à rentabilidade, o serviço também permite que as redes varejistas, os consumidores e até as instituições financeiras consigam compreender o impacto gerado pelo alimento consumido. E desmistificar muitas informações que circulam nas mídias e que não mostram a realidade específica de fazendas eficientes e sustentáveis. No mundo dos negócios, os investimentos financeiros são de extrema importância para a evolução das empresas do setor de produção animal e, também, de muitas propriedades rurais. Com as informações fornecidas pelo Sustell, as instituições financeiras conseguirão gerenciar objetivamente os riscos e as oportunidades relacionadas à pegada ambiental da proteína animal produzida pelas empresas em avaliação.

A partir do Sustell, a DSM irá auxiliar seus parceiros de negócios a obter insights profundos sobre emissões em nível da produção animal e, assim, abrir novas possibilidades para uma cadeia de valor mais ampla. Dessa forma, gerenciar sustentabilidade também passa a ser uma prática nas fazendas e para as indústrias processadoras, e permitirá a todos os envolvidos na cadeia de alimento seguir produzindo de forma mais eficiente, lucrativa e sustentável.

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